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Monthly Archives: Junho 2014

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 3

Carregar na imagem para ver em tamanho 1894 x 1208. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

Homens e mulheres da alta sociedade realizam concertos no Teatro Nacional e S. Carlos, ensaiados pelo maestro italiano A. Sarti.

Carregar na imagem para ver em tamanho 659 x 592.

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 3a

“Em festas populares, romarias, cirios que se desenrolavam por todas as terras do paiz, dançacam-se e cantavam-se sempre essas melodias que veem do fundo dos tempos nas diversões do povo. É conservar a tradição d’esses canticos e d’esses bailados uma obra meritoria. O maestro italiano Alberto Sarti tem cultivado muito a canção popular portugueza e tem apresentado as suas discipulas em pittorescos trajes regionaes cantando as canções populares.”

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 2

Carregar na imagem para ver em tamanho 1284 x 1949. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

Homens e mulheres da alta sociedade realizam um concerto no Teatro Nacional, ensaiados pelo maestro italiano A. Sarti.

“Assim em Portugal o norte pagão saltita nas alegrias do Vira. No baile de roda, no Agua leva o Regadinho, em que se batem as palmas n’um estrondear cheio de vida; no sul ensoalhado os canticos são mais cheios d’uncção, alguma coisa como um psalmodear monotono ou toada lenta em que ha notas mouriscas. O Ribatejo dos campinos audaciosos vibra no fandango que é quasi uma Tarantela, baile d’epilepsia todo de sapateados na soada das mesmas notas.”

Crónica Feminina, Nº 869, Julho 19 1973 - 71

Revista amavelmente cedida por T do blog Dias que Voam. Carregar na imagem para ver em tamanho 927 x 1272.

“Cartas à Lili”, por Alice Ogando. Publicidade aos produtos de beleza Leite Opalino e creme Le Jeunesse.

“Eu fui comer umas sardinhas a Alfama com pessoas amigas. Perdemo-nos uns dos outros porque éramos muitos, mas lá nos encontrámos e como não cabiamos todos na mesma barraca, comemos de pé, uma amostra de sardinha, porque as grandes já tinham iso e uns pimentos todos alface, porque só pimentos não faziam, estão muito caros. (…) Depois, só com três nódoas negras num braço e um pé sofrivelmente pisado, subimos as escadinhas, comprámos um manjerico pelo preço do ouro, por causa da descida do dólar e viemos regaladamente para casa, com a satisfação do dever cumprido: prestámos a Stº António a homenagem que lhe era devida e nele festejámos todos os Santos Populares e mais alguns que ainda resolvam democratizar.”