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Monthly Archives: Julho 2014

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 7

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A Associação de Socorros Mútuos dos Empregados no Comércio de Lisboa inaugura o seu novo edifício no antigo paço de S. Cristovão, com uma sessão solene em que, entre outras pessoas, discursou o ministro do Interior, Alexandre Braga.

Nas imagens Benoliel: o ministro do Fomento e a direcção da Associação; e a enfermaria e a sala de operações.

“Os serviços prestados por todos estes trabalhadores do mutualismo foram, na sessão solene realisada enaltecidos pelos oradores que usaram da palavra e aplaudidissimos pela assembléa, na maior parte composta de socios e suas familias, que assim agradeceram aos seus benemeritos consocios os lenitivos e cuidados com que podem contar nas suas doenças e o auxilio pecuniario que será dado a suas familias quando lhes faltar o seu amparo.”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 6

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A Associação de Socorros Mútuos dos Empregados no Comércio de Lisboa inaugura o seu novo edifício no antigo paço de S. Cristovão, com uma sessão solene em que, entre outras pessoas, discursou o ministro do Interior, Alexandre Braga.

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 6a

“Completamente reformado o edificio, ficaram n’ele instaladas além das salas destinadas aos corpos gerentes e á assembléa geral, os consultorios medicos, casa de operações, enfermarias, balnearios, lavanderia e aposentos de um conforto invulgar para os convalescentes, tudo montado segundo os ultimos e mais aperfeiçoados preceitos de higiene. Ha tambem um excelente jardim para recreio dos doentes.”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 5

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“O Beijo da Morta”, conto de Eurico de Seabra, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Afonso ergueu-se e fitou Guiomar como numa invocação suprema, os braços estendidos, n’uma exoração de préce. E lento e lento, torço do cadaver pareceu alçar-se tambem, como se um suporte invisivel o erguesse. Ele viu, nitidamente viu, que os olhos da morta se descerravam e se iluminavam. Guiomar aconchegou dos seios as mão alvas como espumas, sentou-se e quedou-se imovel. (…)

– Amas-me?! – insistiu Guiomar, estreitando-o mais, e colando a sua boca em febre á boca d’ele em febre e ardente como um fogo. (…)

Matára-o, fulminando-o, o beijo da morta!”