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Monthly Archives: Fevereiro 2015

Illustração Portugueza, No. 110, March 30 1908 - 8

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Artigo sobre o arquitecto Raúl Lino. Nas imagens: a casa de Jayme Batalha Reis, no Monte Palmela, em Cascais; o Casal de S. Roque, propriedade de Carlos Ribeiro Ferreira, no Estoril; Monsalvat, casa de A. Rey Colaço, no Monte Palmela em Cascais; esboço para a fachada duma casa em Lisboa; e a casa do conde Armand, na sua propriedade da Comenda, perto de Setúbal.

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Illustração Portugueza, No. 110, March 30 1908 - 8a

“A villa O’Neill, em Cascaes, e a casa dos Patudos, em Alpiarça, já em numeros anteriores d’esta revista minuciosamente descriptas, representam, cada uma com sua feição especial, ps modelos mais typicos d’essa escola e as notaveis faculdades de ideação plastica dos seus auctores.”

Illustração Portugueza, No. 110, March 30 1908 - 7

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Artigo sobre o arquitecto Raúl Lino. Nas imagens, um projecto para uma casa em Sintra.

“Hoje, o seu nome, se não conseguiu ainda impôr-se ás maiorias inestheticas, para quem o architecto continua a ser uma especie de mestre de obras diplomado, está entretanto ligado indissoluvelmente a esse notavel movimento architectonico, por elle e pelo pintor Villaça iniciado, que á edificação civil das outras éras foi procurar a estylisação e os motivos inspiradores que o cosmopolitismo industrial por completo obliterára, desnacionalisando a habitação portuguza.”

Illustração Portugueza, No. 110, March 30 1908 - 6

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Artigo sobre o arquitecto Raúl Lino. Na imagem, projecto para uma casa na Serra da Estrela.

“Outra das caracteristicas da sua arte é o seu dominante proposito de commodidade e de conforto. Todas as suas construcções destinam-se a agasalhar amoravelmente creaturas vivas e não, abstractamente, a armazenar familias.

Quando foi da ultima exposição de Paris, no concurso aberto para o pavilhão destinado á representação portugueza, Raul Lino ousou affrontar com os preconceitos burocraticos indigenas concorrendo perante o jury com um projecto onde conpendiara os varios estylos tradiccionaes da casa portugueza. Em outro qualquer paiz, essa revelação de talento, que reconduzia a architectura nacional, tão tristemente decahida, para as suas fontes inspiradoras, teria recebido todo o incitamento. Mas a rotina mostrou-se escandalisada com a originalidade do reformador juvenil. O seu projecto foi preterido.”

Illustração Portugueza, No. 110, March 30 1908 - 5

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Artigo sobre o arquitecto Raúl Lino. Na imagem, projecto para uma casa nos arredores de Lisboa.

“Raul Lino representa na sua arte essa nobre e salutar aspiração de reforma, systematicamente abafada pela conjura do egoismo e da rotina, que agita a mocidade portugueza. Em todos os seus projectos transparece essa belleza captivante, essa beauté du diable, a que se chama a originalidade. A architectura é uma arte de evolução lenta, methodica, por isso mesmo que reflecte as necessidades do homem subordinadas ao espirito de cada epoca. Crear, em architectura, é, mais propriamente, interpretar.”

Ilustração, No. 113, September 1 1930 - 25

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Eucaristino de Mendonça entrevista o jornalista suíço Emile Gerber. Nas imagens: um alpinista no pico da Montanha Virgem; a Feira de Amostras de Basilea; e uma disputa em moto-futebol, em Berne.

“Portugal é um país essencialmente agrícola e a sua indústria está muito atrasada em relação à Europa Central. Os produtos de exportação são em primeiro lugar o vinho (o Pôrto), uvas, laranjas, peixe, azeite de oliveira e sobretudo a cortiça, que é a sua riqueza maior. A exportação podia ser mais desenvolvida se em Portugal adoptassem os modernos métodos de produção e de laboração.”

Ilustração, No. 113, September 1 1930 - 24

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Eucaristino de Mendonça entrevista o jornalista suíço Emile Gerber. Nas imagens: o lago de Spiez, um grupo de alpinistas, e a montanha suíça Mulher Branca.

“- A Suissa é um sanatório aberto para todo o mundo. Entra-se na Suissa doente e sai-se curado. A laboriosa população helvética possui um tal bom senso prático que, na Suissa, não se toleram impensadas precipitações nem tardios arrependimentos. E tem o senhor um exemplo que bem friza esta mentalidade do meu país: a resposta que o sr. Briand recebeu da Suissa, e tão demorada foi ela que primou por ser a última ao ‘memorandum’ de 17 de Maio.”