Ilustração, No. 120, Natal, Dezembro 16 1930 – 29

Ilustração, No. 120, Natal, Dezembro 16 1930 - 29

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Artigo de Novais Teixeira sobre o nascimento de Cristo visto pelos artistas do Renascimento italiano e pelos primitivos portugueses.

Nas imagens: presépios, por Pietro lo Spagna, e por Filippo Lipi (Museu do Louvre).

“Em Portugal, o cristianismo teve sempre fundas raizas na alma do povo e foi sempre, sem galas nem torturas, a dôce expressão das palavras de Jesus. O Cristo dos portugueses nunca passou por Roma. Após o crime, lançava-se a alma para as penas do Purgatório, mas depois subia ao Céu. (…)

‘O Cristo espanhol, dizia-me uma vez Guerra Junqueiro – e di-lo agora a nós Miguel de Unamuno – está sempre no seu papel trágico; Jàmais desce da Cruz, onde, cadavérico, estende os braços e estira as pernas tôdas ensanguentadas; o Cristo português anda por contos, quadros e montanhas, a brincar com a gente do povo, com ela ri e petisca, e só de vez em quando, para desempenhar os deveres do seu cargo, se dependura uns momentos na Cruz.'”

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