Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 – 12, 13

Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 - 12

Carregar na imagem para ver em tamanho 1600 x 1124. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

Pratos vegetarianos: pudim de cenoura, gratinado de esparguete e couve-flor, e crepes com jardineira.

A correspondência com as leitoras.

“M. Silva Porto (Lourenço Marques) –

Depois de experimentar a receita das perdizes, cheguei à conclusão de que poderia utilizar o queijo fresco em substituição do ‘Petit-Suisse’, embora seja diferente.

Voltei a repetir a receita empregando nata e ficou com gordura a mais. O excesso de gordura prejudicou a cozedura da massa, ficando esta encruada na base.

Encontrei outro defeito na receita. Para as perdizes assarem 30 minutos dentro do invólucro de massa, esta não fica loura mas sim tostada em demasia. Se a retirarmos quando dourada, encontramos as perdizes meio cruas, lá dentro.

Convém assar as perdizes durante uns 15 minutos embrulhadas em folhas de alumínio. Deixá-las depois arrefecer e colocá-las na massa e levar novamente ao forno por uns 15 a 20 minutos.

Empreguei geleia de aspic Maggi porque a outra marca não existe à venda aqui na metrópole.

Para ser sincera não fiquei entusiasmada com a receita. Sou contra as aves não desossadas e mais ainda quando escondidas dentro de massa.”

Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 - 13

Carregar na imagem para ver em tamanho 1600 x 1125. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

A correspondência com as leitoras.

Conclusão de vários artigos.

“Tem razão. A confusão entre sopas de peixe, caldeiradas simples e caldeiradas à fragateira, é muito vulgar nos restaurantes da nossa terra. (…) As sopas são simples caldos mais ou menos claros, passados, depois de cozinhados por peneiros finos e que se servem ou como simples caldos, sem qualquer guarnição, ou como sopas, com pão de arroz. (…)

As caldeiradas simples são guisadas com ou sem batatas ou tomates, sem junção de água, muito condimentadas, en geral preparadas com um só peixe. (…)

As caldeiradas à fragateira são caldos de peixe muito perfumados, preparados com as cabeças de peixe, rabos, peles e espinhas, passados depois de bem cozidos por peneiros finos, aromatizados com os vários condimentos nacionais e regionais, sendo nestes caldos, depois de prontos, que se cozem por 15 a 20 minutos de fervura, os peixes prèviamente cortados em filetes ou postas, conforme a carne dos mesmos for menos ou mais dura.”

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