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Tag Archives: 1911

Modas e Bordados, No. 3187, 7 Março 1973 - 4

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A mulher e a lei, pela dra. Laura Lopes, desta vez sobre a transmissão de bens.

“Carolina Beatriz Angelo não foi advogada mas sim médica, uma das primeiras médicas portuguesas. Em 1911, aquando dumas eleições, após a implantação da República em 5 de Outubro de 1910, apareceu na Assembleia de voto respectiva com o seu voto na mão para votar como qualquer cidadão. Perante o espanto de todos os presentes (unicamente homens) ela permaneceu calma e determinante. Porém, proibiram-na de votar por ser mulher.

Não se conformando com a atitude daquela assembleia, pôs uma acção em tribunal com o fundamento de que a lei então vigente não proibia as mulheres de serem eleitores e portanto requeria que lhe fosse reconhecido esse direito, assim como a todas as mulheres.

E ganhou a acção; o tribunal reconheceu-lhe esse direito.”

Modas e Bordados, No. 3187, 7 Março 1973 - 5

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O M. L. F. (Movimento de Libertação das Mulheres Francesas) dá uma festa no Palácio da Mutualidade em Paris, com o aborto como tema.

O casamento do cantor Ringo Willy Cat (na imagem, a noiva, Sheila, conversa com o cançonetista Claude François).

O Teatro do Silêncio une-se ao Teatro da Esperança e cria a coreografia “Passo de Dois”, fusão de dança, cinema e teatro experimental (na imagem, os bailarinos Jacques Garnier e Brigitte Lefèvre).

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Modas e Bordados, No. 3213, Setembro 5 1973 - 2

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A história do roubo da Gioconda de Leonardo da Vinci, por Vincenzo Perugia, que alegou tê-la roubado por patriotismo.

“Como todas as segundas-feiras, naquele 21 de Agosto de 1911, o Louvre fechou para o público. Tratando-se do dia das grandes limpezas, admitiu-se apenas a visita de alguns estudantes guiados pelos seus professores, ou de alguns copistas autorizados a trabalhar tanquilamente na reprodução das obras-primas.

Luois Béroud, verdadeiro pintor especializado neste tipo de reproduções, propusera-se naquele mesmo dia commeçar um quadro representando uma elegante e moderna menina de Paris, tentando pentear-se servindo-se como espelho do vidro que protege a ‘Gioconda’, hóspede ilustre do museu.

Às 8 da manhã, sobraçando o cavalete e a caixa de tintas, o pintor levantou os olhos para o quadro célebre, na intenção de observar o melhor ângulo de luz. Apenas 4 pregos indicavam o local onde aquele normalmente se encontrava, entre duas pinturas ilustres da escola italiana.”

Ilustração Portugueza, No. 485, June 7 1915 - 7

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Foto Fernandes de Manuel de Arriaga, 1º presidente da República portuguesa.

“Eleito pelo Congresso, em 24 d’Agosto de 1911, primeiro presidente da Republica Portugueza, o sr. dr. Manuel d’Arriaga renunciou este cargo por carta dirigida em 16 de maio findo ao governo proposto pela Junta Constitucional e cujo decreto de nomeação acabava de assinar, sendo a mensagem de renuncia lida na sessão do Congresso de 29 do mesmo mez.

Do que ele tantos anos trabalhou pela Republica, dos sonhos com que ascendeu á supremacia do seu governo e das circumstancias gravissimas em que se viu obrigado a recolher-se á modestia do seu lar, só á historia pertence dizer.”

O Século Ilustrado, No. 509, October 4 1947 - 6

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Pequeno artigo sobre David Knaft, Eri Jabotinsky, e Hilled Hook, três judeus famosos. Os progressos feitos na aviação durante a guerra. Inventa-se uma nova matéria plástica impermeável, o cinilo. O poema “Folhas de Outono”, de Gervásio Lima. Publicidade ao creme Cire Aseptine. Na foto, a miss Pumpkin, Joan Snyder.

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O Século Ilustrado, No. 509, October 4 1947 - 6a

“Hilled Kook, mais conhecido pelo nome de Peter Bergson. Nasceu em Kruk, Lituânia, no ano de 1911. É cidadão palestiniano, desde os trinta anos. Peter Bergson pertence à geração que transformou a terra deserta num verdadeiro oasis.

Deixou a Universidade de Jerusalém em 1937, e visitou, na Europa, os gelos da Polonia e da Roménia, fretando, a seguir, o primeiro barco para a Terra Prometida. Em 1941, pretendeu levar para a América um exército de 750.000 judeus, mas Churchill apenas aceitou 40.000, distribuindo-os, mesmo assim, por diferentes unidades.

Peter Bergson é, actualmente, presidente do comité hebreu de libertação. Sinais particulares: muito modesto e muito culto. Há já quem o indique como presidente do futuro governo judeu.”

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 33

Carregar na imagem para ver em tamanho 1259 x 1921. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

Em Inglaterra realiza-se o ensaio para a cerimónia da coroação de George V (na imagem Dellus, os cavalos que vão puxar a carruagem real); o governador civil de Lisboa, Eusébio Leão, visita Gavião, sua terra natal, onde se encontra com a comissão republicana local; e na foto Fernandes, um retrato de M. A. pela pintora Maria Almeida Margiochi, que esteve em exposição na Sociedade Silva Porto.

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 33a

“A Inglaterra é bem a amiga da tradição. Povo progressivo como nenhum outro, não desdenha jámais das grandes cousas do passado. Os seus duques ainda teem corôas que collocam nas cabeças pelas grandes cerimonias, como nos velhos tempos: ainda nos solares ha os aposentos destinados aos reis quando os queriam honrar e ainda o duque de Wellington pelo anniversario de Waterloo vae levar ao soberano uma bandeira egual á tomada por seu glorioso avô na celebre batalha.”

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 32

Carregar na imagem para ver em tamanho 1259 x 1916. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

Artigo de Domingos Ferreira sobre o mercado semanal de Barcelos.

Nas imagens: vendedoras ambulantes; um casal; e uma vendedora persigna-se ao meio-dia.

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Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 32a

“Á entrada, enormes faixas negras esvoaçam. Sobre o improvisado balcão, cotins, fitas rajadas, botões, meias de lã e rosarios colleantes.

Lenços d’Alcobaça, de côres berrantes, gargalham alacremente ao fundo da lojeca. O algigebe, um velhinho de intensa cabelleira, irrompe d’entre roupas incolores. Pendente de enferrujados pregos os fatos. Fraks, jaquetões, e até um smoking, já em fio, espera alma caridosa que os comprem.

A um lado, sósinho, um par de sapatos á Luiz XV – torto nos tacões – que talvez, quando novos, acariciassem voluptuosamente as plantas d’alguma irrequieta Julieta. Alinhados á flôr do chão, os cestos de sanguinho – typicos, oitavados – aguçam o appetite do transeunte com o pão pôdre das Necessidades.

Ourivesarias ambulantes, prendem os olhares cubiçosos das cachopas com os cordões, trancelins e arrecadas d’ouro.

O povoleu attende um charlatão loquaz que empoleirado, enaltece a efficacia d’um novo elixir.”

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 31

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Artigo de Domingos Ferreira sobre o mercado semanal de Barcelos.

Nas imagens, vendedoras de fruta, de varapaus, e castanhas.

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 31a

“Na quarta-feira, á tarde, e durante toda a noite, pesados carros de lavoura, chiando agudamente, calcurriam em direcção ao mercado; burricos em passo d’anjos, abarrotados com um sem-numero de coisas, começam a afluir. (…)

N’uma promiscuidade encantadora, copos, pratos, canecas e malgas vidradas, com pinturas toscas sobre diversos motivos, predominando a decoração botanica; e ainda bonecos, pobres de esthetica, põem uma nota caricatural n’aquella mescla de objectos de olaria.”

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 30

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Artigo sobre a instituição “O Lar Maternal” (“Le Foyer Maternel”), em Paris, que ajudava mães desfavorecidas.

Nas imagens, tiradas na rua de Vauves: a enfermaria das parturientes, e a hora de refeição dos bebés.

Ilustração Portugueza, Nº 279, 26 Junho 1911 - 30a

“Depois, á medida que o tempo vae decorrendo que de angustias ellas terão ao pensarem na forma porque vão tratar esses pequeninos entes a que a caridade assistiu. Outras instituições, porém, se abrem destinadas a amparar as creanças na primeira infancia e assim muitos infelizes são creados pela esmola até que possam manter-se. Apesar da grande assistencia a pobres, são muitos e nem todos podem ser socorridos não terminando nunca a tragedia dos mizeraveis.”