Arquivo

Tag Archives: 1920

Jorge Barradas, ABC, No. 24, December 23 1920

Jorge Barradas, ABC, No. 24, Dezembro 23 1920.

Blog da Rua Nove

Anúncios

Ilustração Portugueza, Nº 731, Fevereiro 23 1920 - 9

Carregar na imagem para ver em tamanho 1000 x 1488.

Info-pub à casa J. Nunes Correia & Cª, que inaugurava as suas novas instalações na Rua Augusta (imagem Serra Ribeiro).

“Ha quem afirme que se pode ser elegante por pouco dinheiro, usando fatos que não custem fortunas. Mas a verdade é que o dictado não mente, quando afirma que quem se veste de ruim pano se veste duas vezes no ano. (…)

Brummell e Byron imposeram-se, mais do que pelo seu talento, pelos fatos que vestiam e pela maneira como os vestiam. O primeiro foi o arbitro da elegancia no seu tempo, chegando a causar inveja ao proprio Jorge IV, que, despeitado, lhe retirou a sua amisade. (…)

Entre nós tambem houve elegantes em quem ainda hoje se fala, sendo dos mais notaveis o conde de Farrobo e Garrett, que punha no vestuario um cuidado e uma atenção iguais aos que dedicava ás suas obras literarias e aos discursos politicos.”

Ilustração Portugueza, Nº 731, Fevereiro 23 1920 - 8

Carregar na imagem para ver em tamanho 1000 x 1469.

A artista de palco Gaby Deslys morre devido a um incêndio num barracão em Stª Apolónia. O alferes Câmara Pestana suicida-se por amor a uma coupletista espanhola. Para além do seu funeral, dá-se também o funeral dos naufragos do lugre “Os Dois Nunes”.

Nas imagens: o alferes Rui Ribeiro, a sua irmã e um representante do governo; o barracão incendiado em Stª Apolónia; a carreta que transportou o corpo do alferes Câmara Pestana; desenho de Bouet, ilustrador do “Sourire de France”, da artista Gaby Deslys; e fotos Serra Ribeiro dos funerais do alferes Câmara Pestana e dos naufragos.

Ilustração Portugueza, Nº 731, Fevereiro 23 1920 - 8a

Ilustração Portugueza, Nº 731, Fevereiro 23 1920 - 7

Carregar na imagem para ver em tamanho 1000 x 1426.

Exposições de Alberto Sousa, Menezes Ferreira, e Jorge Colaço.

Nas imagens: Menezes Ferreira, e a sua exposição no salão Bobone; as telas “Idílio na Flandres”, “Luar na Trincha”, e um friso inédito pelo pintor, desenhado para a Ilustração Portugueza; e um painel de azulejos por Jorge Colaço.

“O ‘panneau’ de azulejos que Jorge Colaço expoz em sua casa é um interessante assunto português. Foi adquirido pelo sr. D. Luiz de Miranda, ministro de Cuba, que o projecta oferecer, como recordação de Portugal, ao Presidente da Republica que entre nós representa.”

Ilustração Portugueza, Nº 731, Fevereiro 23 1920 - 6

Carregar na imagem para ver em tamanho 1000 x 1496.

Artigo acerca de Silves, por Sousa Costa, imagens Joaquim Nogueira.

Nas fotos, tiradas em Alte, a queda do Vigário, e a entrada da povoação.

“E metendo ás portas do Faro, põe-nos no centro da cidade – que nem vestigios conserva da opulencia falada da era dos mussulmanos. Percorro-lhe as ruas torcioladas; demoro-me sobre os seus arcos botantes; admiro-lhe as arcaturas da velha Sé, a que os barbaros lusitanos do século XVIII mutilaram a abside gótica, adaptando-a a altar contemporâneo. E só nos restos esfarelados da albarrã mourisca, hoje servindo o Estado desumano como prisão de homens e mulheres; e só sob as abóbadas da cisterna de Almedina, em que a moura espera e suspira, verdadeiramente senti a Silves de Ibn-Ammar – mênos pelas proprias torres, mênos pela propria cisterna, do que pelo prestigio das suas lendas.”

Ilustração Portugueza, Nº 731, Fevereiro 23 1920 - 5

Carregar na imagem para ver em tamanho 1000 x 1464.

Artigo acerca de Silves, por Sousa Costa, imagens Joaquim Nogueira.

Na foto, cedida por Cândido Guerreiro, a fonte grande do Alte.

“O primeiro, Ibn-Ammar, simultaneamente guerreiro e diplomata, tão diplomata que conseguiu o divorcio de Afonso VI de Castela com Constança de Borgonha e o seu casamento com Zaida, filha de Motamid. Vem a seguir Ibn-Badrum, aquele que em 570 da Hegira escreveu a ‘Concha de Perolas’. A poetisa Mariam, mais tarde professora de literatura e rétorica em Sevilha e Cordova. Ibn-Omar, o contemplativo e o agitador. Ibn-Kassi, o inimigo da civilisação barbara dos almohades do norte de Africa – o que preferiu pactuar com Afonso Henriques, o cristão, a entregar-se a Al-Masufi, o berbére.

Sem um solavanco, o ‘Fiat’ zumbe por entre os macissos de arvores das hortas de S. Bartolomeu de Messines. Evoco a figura heraldica de Ibn-Kassi, o seu horror pelo mouro brutal, a sua transigencia com o lusitano ameaçador – e logo se me apresenta no espirito o papel de Silves na época da reconquista.”