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Tag Archives: 1930

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 16

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O comentário à música no cinema.

“Central. – mandrágora teve um comentário musical absolutamente no carácter do filme. Dukas, Pierné, Becker, Chausson, Debussy (cujas obras ocuparam lugar predominante na adaptação), Viardot, d’Indy, e outros, criaram, com a sua música, o ambiente estranho da fita. Bastaria isso para comprovar a felicidade do comentário lírico de Julio Canhão.

Capricietto, de Neuparth, acompanhou o documentário português.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 17

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O comentário à música no cinema.

“S. Luis. – A partitura da Outra Verdade, estreada a 3, foi um acontecimento importante no meio cine-musical.

Marc Roland escreveu um comentário, para o notável filme, de um alto valôr lírico. A sua música tem modernismo e beleza e exterioriza absolutamente a intenção do filme, talvez ás vezes com pronunciado exagero, se nos recordarmos do parcialismo como êle canta entusiasticamente, em gritos de triunfo, as vitórias alemãs e faz ouvir notas plangentes quando a sorte é propícia aos adversários.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 14

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Notícias curtas do cinema internacional. Na foto, a actriz Jenny Jugo, o encenador Hans Behrendt, e Enrico Benfer durante a rodagem de “A União dos Três”.

“Publicou-se na Austria a lei que eleva o termo dos direitos de autor de 30 a 50 anos após a morte daquele. Parece que semelhante decisão provocou o alarme nos meios interessados alemães. Os efeitos far-se hão sentir no que se relaciona com a indústria cinematográfica.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 15

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Uma fotografia autografada pela actriz Gina Manès.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 15a

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Uma senha oferecida pela revista aos leitores, que lhes dá um desconto para uma ida ao cinema.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 12

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Artigo de W. S. van Dyke sobre a rodagem do filme “Trader Horn”, na África Central. Na foto, John Gilbert e Greta Garbo em “Anna Karenina”.

“A nossa viagem tem sido interessantíssima. Descemos pelo rio desde Panyamur, vendo em todo o trajecto milhares de viscosos crocodilos e centenas de hipopótamos que perambulam pelos afluentes do Nilo. Noite e noites viamos os crocodilos mergulhar perto da praia e ouviamos os mugidos dos hipopótamos a surgirem da agua, num barulho horrivel. Os crocodilos gostam da carne humana, e assim é que ficamos arrepiados vendo-os ganhar a terra. Os hipopótamos não comem gente, mas com facilidade se metem nos acampamentos.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 13

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Notícias curtas do cinema internacional, nomeadamente o obituário do realizador francês Jean Manoussin.

“Introduziram-se reformas no seio da censura cinematográfica alemã, e em que se aplicaram votos do Congresso Internacional Católico da Cinematografia (…) Uma das novas medidas, agora decretadas, é a de que da comissão de censura apenas poderão fazer parte personalidades pertencentes aos quadros pedagógicos e artísticos reconhecidos pelo Estado.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 10

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Curta biografia da actriz americana Sue Carol. Na foto, Sue no filme “As Barbas do Sultão”, com Douglas MacLean.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 11

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Curta biografia da actriz americana Sue Carol. A iniciativa do Cinéfilo, de oferecer senhas com desconto para o cinema, decorreu com êxito, apesar de alguns percalços. Na imagem, o encenador brasileiro João Milva.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 8

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Lil Dagover.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 9

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Curta biografia da actriz americana Sue Carol.

“Ao terminar os estudos, Sue Carol, que pertence a uma família rica de Chicago, não tem de haver-se com nenhum dêsses problemas complicados que envenenam a vida das raparigas pobres ou feias. (…)

Nenhuma actriz poderia realizar um tipo tam natural de rapariga travêssa. A vida das jovens ricas que se divertem é uma representação constante mas em Sue Carol não havia a mais ligeira sombra de afectação.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 6

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Nas estreias, A Tentação (La Tentation), de Jacques de Barroncelli, com Claudia Vitrix e Luclen Dalsace; O Caminheiro (Le Chemineau), de George Monca e Maurice Kéroul, com Henri Baudin e Danin Lorys.

Cartoon do actor Charlie Murray, por Bofarull.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 7

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Publicidade às encadernações da revista. Caricatura de Charlie Chaplin, por Augusto Fraga.

Artigo de Jean Kolb sobre o cinema no ensino militar.

“O filme documentário, projectado nas nossas escolas, já provou que o cinema podia ser educativo sob todos os pontos de vista. Ora, o que dá resultado nas pequenas escolas podeira, talvez, tornar-se também de grande utilidade nas grandes.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 4

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Gina Manès.

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 5

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Nas estreias, Escrava por Amor (Doomsday), de Rowland V. Lee, com Florence Vidor e Gary Cooper; Recém-Casados (Just Married), de Frank Strayer, com Ruth Taylor e James Hall; e Pecados dos Pais (The Sins of the Fathers), de Ludwig Berger, com Emil Jannings e Barry Norton.

Conclusão da entrevista à actriz francesa Gina Manès.

“Escrava por Amor (Doomsday). – A plateia, no fim da exibição desta película, protestou. (…) Vão dizer-nos que já tem cabelos brancos a narrativa de uma mulher, que se entrega devotadamente ao trabalho para conquistar o coração daquele que ama, que um dia fôra desprezado por ela por motivo de outro a ter fascinado com a riqueza. Estamos de acôrdo, mas só nêste capítulo. A-pezar-de tudo, não deixa de nos deliciar, por momentos, a luta íntima que se debate nas almas dos dois apaixonados.”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 2

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Entrevista de Buttuller da Costa à actriz Gina Manès.

“Guarda avançada da ‘maítresse de céans’, vem uma alvíssima galga russa, nostálgica e aristocrática. Estaca diante de mim, olhando-me nos olhos, directamente, honestamente, como os cães o sabem fazer.

Dir-se-hia que quere penetrar as minhas intenções. O exame foi-me manifestamente favorável. ‘Sarah’ aproxima-se para que eu afague e volta-se ao ouvir a dona, que entra, estendendo-me as mãos ambas, numa graça fidalga. Tenho ali Gina Manès, a maior artista do cinema francês, aquela que se disputam actualmente os melhores realizadores…”

Cinéfilo, No. 73, January 11 1930 - 3

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“- Fatigante, o filme falado?

– Muito – e sem grande futuro, a meu vêr. Prefiro o sonoro, embora com algumas scenas faladas, de longe em longe, para dar mais realce à acção. Meu marido é, porém, um adepto do falado. Quere vê-lo?

Ao apêlo, uma voz masculina responde que não está em traje apresentável. ‘O que um homem pode ser ‘coquet’!, exclama ela sorrindo.”