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Tag Archives: 1958

Menina e Moça, Nº 237, Junho 1968, Nº 125, Novembro 1969 e Nº 152, Setembro 1960, Namoro

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“No ano de 1958, a M&M multiplicou os conselhos sobre flirt e namoro, bem como os alertas às jovens para que não vissem um pretendente em cada rapaz e tivessem consciência de que muitos queriam ‘namorar por vezes e não casar’. Alertava-se as raparigas a não serem levianas, frívolas e ‘provocadoras’, pois assim eram responsáveis pelos atrevimentos dos rapazes.”

Menina e Moça, Nº 128, Maio 1958, Rainha D. Leonor

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“Para além de D. Leonor e de D. Filipa de Lencastre, também a beata D. Teresa foi elogiada nas páginas do Boletim da MPF por ter optado pela via religiosa, renunciando ao casamento e à maternidade.

O padre Gustavo de Almeida, ideólogo da MPF chegou a apelar ao celibato das jovens por forma a melhor se dedicarem ao apostolado social e religioso. As dirigentes da MPF eram habitualmente mulheres solteiras, com curso universitário, em oposição àquilo que elas próprias propunham para as suas raparigas.”

Mocidade Portuguesa Feminina, Nº 139, Junho 1958 - capa

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“A ideologia passou a ser introduzida, na M&M, de forma mais subtil do que no Boletim da MPF, em rubricas onde se notava um esforço para acompanhar os novos tempos: ‘História da Música’; ‘Desporto’; ‘Modas’; ‘Cinema’ e ‘Leituras’. Às colaboradoras, que já vinham do Boletim, juntaram-se Margarida Craveiro Lopes dos Reis, Maria da Conceição Costa Lobo, Maria Franco, Leonor Belo e, sobretudo Maria Mercier, também ilustradora, que se ocupava da transmissão de valores e comportamentos. Ester de Lemos dirigiu as páginas literárias e escreveu contos, enquanto Ester Gaspar Soeira e Sá se dedicou à ‘História das Mulheres’.”

Mocidade Portuguesa Feminina, Nº 9, Julho 1942

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“(Em 1958), o comissariado nacional enviou ao MEN uma proposta de realização de cursos complementares de educadoras da MPF, para as alunas das EMP, que teve o condão de irritar alguns directores desses estabelecimentos de ensino. Um deles observou que, ao dar-se como ‘remédio um curso de formação com pessoas estranhas à EMP’, se estaria a sujeitar as alunas a uma hierarquia diferente da Escola, além de que as actividades propostas pela MPF constituíam ‘repetição’ do que nesta se ensinava. Concluiu que a criação, sugerida pela MPF, de um curso paralelo ao das EMP só iria ‘semear ventos’, pois gerava ‘a ideia de que o actual curso é deficiente e que incompetentes são os professores que o ministram’.”

Menina e Moça, Nº 130, Julho, Agosto, 1958 - capa

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“O facto de a MPF ter deixado de ser de filiação obrigatória, em 1971 também foi abordado na M&M, que se preocupou em tratar temas mais modernos. No seu último número, de Abril de 1974, foram abordados temas como ‘Recordando a Goa portuguesa’, além de ser anunciado que estavam a decorrer as provas para o concurso ‘Rapariga Ideal, 1974’. O resultado seria anunciado no número seguinte, mas por razões óbvias – a extinção da MPF, em 25 de Abril – este já não saíria.”