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Tag Archives: 1964

Gente, No. 89, July 22-28 1975 - 24

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Publicidade à Colecção Cavalinho, da editora Verbo.

Gente, No. 89, July 22-28 1975 - 24a

Gente, No. 89, July 22-28 1975 - 25

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Entrevista ao jornalista/locutor Fernando Pessa, que começou por trabalhar como empregado em bancos, e seguradoras no ramo automóvel, e finalmente na rádio BBC.

“- Fui para Londres em 1938, convidado por um senhor inglês que já morreu. Veio a guerra, e por lá fui ficando, na secção portuguesa, até 1947. Quando voltei, a Legião Portuguesa opôs-se a que eu trabalhasse na Emissora Nacional…

– Porquê?

– Porque vinha da BBC. A Inglaterra tinha sido aliada da Rússia, e daí a chamarem-me comunista foi um passo.

Só mais tarde Pessa volta a fazer ouvir a sua voz característica no programa ‘Arco Íris’, de Francisco Mata – até que na véspera do Natal de 1964 dá uma entrevista (à RTP), em que diz que no Chiado tinha visto mais cegos a pedir esmola do que gente a fazer compras. Tal enormidade merece uma imediata reacção do ‘Agora’ – e o então director da Emissora, Sollari Alegro, despede o locutor.

– Como quem despede uma mulher a dias. O programa ainda durou uns meses. Fui substituído pelo Canto e Castro, que faz bem teatro e faz bem locução.”

Ao Largo, Nº 270, Maio 1964 - 17

Revista amavelmente cedida por Margarida Marques. Carregar na imagem para ver em tamanho 900 x 993.

“Nós divertimo-nos e eles correm perigo”, artigo de Maria do Carmo Galiano Tacanho, sobre os riscos corridos pelos artistas da sétima arte durante as filmagens.

Nas fotos: os actores americanos Maureen O’Sullivan e John Weissmuller no filme “Tarzan”, e o actor francês Jean Marais.

“No caso de Jean Marais poder-se-ia dizer até que ele decretou passar a vida a iludir a morte.

Em ‘Orfeu’ saltou dum muro de cinco metros; em ‘O Capitão’ escalou uma torre, a pulso, enfrentando o perigo duma queda; em ‘Os Mistérios de Paris’ foi obrigado a saltar do telhado duma casa em chamas.

Por tudo isto, não devemos ver apenas em Jean Marais um artista de primeiro plano, mas um homem que, não sendo jovem, faz ‘milagres’ com a sua força física, absolutamente consciente do seu dever profissional.”