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Tag Archives: fascismo

Ilustração, No. 110, Julho 16, 1930 - 12

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É inaugurado em Chantilly um monumento ao marechal Joffre. As linhas aéreas da Finlândia fazem um avião Junker Júnior voar 22.000 km com gasolina Shell sob uma temperatura de 25º abaixo de zero e aterrar no lago Thusula.

Morre o estadista romeno Mironescu. O político espanhol Santiago Alba, cuja entrevista em Paris com D. Afonso XIII foi muito comentada.

A peregrina portuguesa Maria Marcelina de Matos vai a Roma a pé. Apesar dos seus problemas de saúde, o papa Pio XI preside a actos solenes na Basílica de S. Pedro.

Ilustração, No. 110, Julho 16, 1930 - 13

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A poetisa e artista Alice Ogando publica o livro de versos “Chama Eterna”. No Albert Hall de Londres dá-se o Baile do Império, com um cortejo das indústrias britânicas, organizado pela British Legion. Na imagem, modelos vestidas como uma alegoria aos produtos da Cutelaria de Sheffield.

Ilustração, No. 110, Julho 16, 1930 - 13a

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Mário Mendes, homem de teatro e secretário da companhia Amélia Rey Colaço, é homenageado durante uma récita. O ditador de Itália Benito Mussolini passeia nas propriedades do príncipe Ginori, nos arredores de Florença.

O jornalista Nuno Simões visita o Brasil, a convite dos seus conterrâneos, e discursa no Centro do Minho, no Rio de Janeiro.

Menina e Moça, Nº 237, Junho 1968, Nº 125, Novembro 1969 e Nº 152, Setembro 1960, Namoro

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“No ano de 1958, a M&M multiplicou os conselhos sobre flirt e namoro, bem como os alertas às jovens para que não vissem um pretendente em cada rapaz e tivessem consciência de que muitos queriam ‘namorar por vezes e não casar’. Alertava-se as raparigas a não serem levianas, frívolas e ‘provocadoras’, pois assim eram responsáveis pelos atrevimentos dos rapazes.”

Menina e Moça, Nº 154, Abril 1961, Camaradagem com Rapazes

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“Ao longo dos anos, foi também transmitida nas páginas da M&M uma imagem da ‘mulher ideal, segundo eles’. Descrita, em 1948, como se fosse um jovem a falar, a rapariga ideal deveria ser ‘boa dona de casa’, ‘compreensiva dos gostos e necessidades alheias, ‘afectuosa para a família do marido’, ‘ pontual’, ‘discreta’, ‘económica’, ‘sincera, dócil, séria, confiante, pouco tagarela’, e não ‘usar baton’. Outros artigos enumeravam os defeitos de ‘que eles não gosta(va)m’ (1954) e ‘as qualidades que eles mais aprecia(va)m’ nas raparigas (1961).”

Menina e Moça, Nº 128, Maio 1958, Rainha D. Leonor

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“Para além de D. Leonor e de D. Filipa de Lencastre, também a beata D. Teresa foi elogiada nas páginas do Boletim da MPF por ter optado pela via religiosa, renunciando ao casamento e à maternidade.

O padre Gustavo de Almeida, ideólogo da MPF chegou a apelar ao celibato das jovens por forma a melhor se dedicarem ao apostolado social e religioso. As dirigentes da MPF eram habitualmente mulheres solteiras, com curso universitário, em oposição àquilo que elas próprias propunham para as suas raparigas.”

Ilustração, No. 109, July 1 1930 - 14

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Fotos Serra Ribeiro, Ilustração, e San Payo.

O casamento de Maria Carlota da Câmara de Saldanha de Oliveira e Sousa e de Tomás de Atouguia Ferreira Pinto Basto. O jornalista Jaime de Balsemão publica “O Livro profano”.

Jovens da alta sociedade numa festa dada em casa dos Condes da Louzã. O professor Fidelino de Figueiredo dá uma conferência na Sociedade de Geografia. Na foto, pousa com o ministro da Marinha e outras individualidades da Comissão de Propaganda da Marinha.

As poetisas Beatriz Arnut publicam “Chorando”; e Oliva Guerra (que é igualmente musicista e concertista) o volume de prosas de arte “Evocações”.

O jornalista Armando Ribeiro, autor do êxito “Gente Desaparecida”. O jornalista Carlos Santos publica o livro “Como eu vi a Itália”, no seguimento de outros livros de viagens, sobre a Rússia, a França, e a Espanha.

Ilustração, No. 109, July 1 1930 - 15

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Carlos II da Roménia causou tal escândalo com os seus sucessivos casamentos e divórcios que acabou por abdicar do trono a favor do seu filho Miguel, seu filho com Helena da Grécia e Dinamarca. Mas em 1930, inesperadamente, decidiu voltar e recuperar o trono.

Nas imagens Orrios: o rei-menino Miguel da Roménia, a rainha-mãe Helena da Grécia, o príncipe Nicolau, regente e tio do rei, aguardam o ex-rei Carlos; o rei Carlos recebendo as aclamações dos seus partidários; a rainha Maria (mãe de Carlos e avó de Miguel), que foi artista, escritora, argumentista de filmes, e poetisa; Helena da Grécia, que pediu o divórcio em 1928; uma fotografia de Carlos quando o governo britânico o convidou a saír do seu território; a primeira mulher do rei, Joana Maria Valentina Lambrino (conhecida como Zizi), e o filho de ambos, Mircea Gregor Carol Lambrino; e estudantes que participaram nos desfiles de homenagem ao rei reposto, tocando música e fazendo a saudação fascista.

Boletim da M. P. F., Nº 2, Janeiro 1941, Menina e Moça, Nº 35, Março 1950, Curso de Donas de Casa

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“A MPF começou por introduzir, nas suas actividades, economia doméstica, começando a formar as primeiras instrutoras respectivas, em 1944. Depois o seu plano de actividades de 1947 incluiu, não só a economia doméstica, como a culinária e a puericultura, integradas nos chamados ‘lavores femininos’, que continuaram a ser obrigatórios no ensino primário e no 1º ciclo do liceu até 1966.”

Menina e Moça, Nº 9, Janeiro 1948, A Mulher Ideal

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Do livro Mocidade Feminina Portuguesa, de Irene Flunser Pimentel, da editora A Esfera dos Livros, 2007.

“O lar era a fortaleza da mulher, era nele que ela podia exercer a sua chefia, dar largas às suas ‘virtudes femininas’. Por isso, o Boletim da MPF começou desde logo a publicar uma rubrica, aliás tradicional em todas as revistas femininas, intitulada ‘Lar’, que transmitia, não só os aspectos práticos da pretensa ‘missão feminina’ – arrumar a casa, passar a ferro, cozinhar – como a ideia de que a função futura das suas leitoras era o casamento e a maternidade.”

Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 - 2

Carregar na imagem para ver em tamanho 1600 x 1113. Revista amavelmente cedida por Margarida Marques.

Publicidade às salsichas tipo Francfort da Aveirense; ao gin Gordon’s; e ao Gazcidla.

O sumário e a ficha técnica.

Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 - 2b

Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 - 2a

Banquete, Nº 119, Janeiro 1970 - 3

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Publicidade aos fogões Presmalt.

O editorial por Maria Emília Cancella de Abreu, em que esta elogia o Curso de Artes Domésticas organizado pelo Centro de Formação Profissional Doméstica Miralar, na Av. Barbosa do Bocage.

“Esperamos que, num futuro próximo, se adoptem igualmente cursos de enfermagem de urgência (primeiros socorros), lições de puericultura, de pedagogia, corte e costura e estão teremos um curso explêndido que, se funcionar em perfeição, poderá ser considerado modelo.

Esperamos que organizações como esta e como outras entre as quais a Obra das Mães, Mocidade Portuguesa, etc., se difundam ràpidamente por Portugal inteiro, de modo a que todas as jovens da nossa terra possam aprender as artes domésticas tão necessárias à sua felicidade no lar.”

Século Ilustrado, No. 538, April 24 1948 - 14

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Na Praça de Belém, a cerimónia da benção dos lugres bacalhoeiros, de partida para a Terra Nova e Groenlandia, e da Imagem da Nossa Senhora da Boa Viagem, que ia de longada a Gloucester. Nas imagens: o cardeal patriarca abençoando a frota bacalhoeira, a imagem da Senhora da Boa Viagem conduzida para bordo do Gil Eanes, a procissão, e membros do governo.

Dá-se a tradicional procissão da Senhora da Saúde em Lisboa. Na imagem, o bispo de Vatarba sob o pálio, de passagem na mouraria. A imagem de Nossa Senhora de Fátima em peregrinação pela ilha da Madeira. Na imagem, uma missa campal com milhares de pessoas.

Século Ilustrado, No. 538, April 24 1948 - 15

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Os Democratas Cristãos, liderados por De Gasperi, vencem as eleições em Itália. Nas imagens: propaganda dos democratas cristãos na Via del Tritone; cartazes nas colunas da Galeria Colona; um polícia sinaleiro faz o seu trabalho numa estrada pintada com slogans políticos; o papa Pio XII discursa na Praça de São Pedro antes das eleições; comícios que atraíram multidões; e transeuntes discutindo as eleições.

Após uma ausência de oito anos, a cantora/bailarina americana Josephine Baker volta aos palcos em Paris. Nas imagens, tiradas no Club Campos Eliseos: o pugilista negro Joe Louis; Josephine actua; Françoise Rosay e Maddy Berry; e a célebre cantora francesa Mistinguett.

Século Ilustrado, No. 538, April 24 1948 - 15a

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“Para contrapôr ou contrabalançar a intervenção da Igreja nas eleições italianas os comunistas adoptaram como herói José Garibaldi, o inimigo de Pio IX e amigo de Vitor Manuel I. E por toda a Itália espalharam cartazes com o retrato de Garibaldi, no centro de uma estrela vermelha.

Os democratas cristãos, por seu lado, descobrindo o manejo dos comunistas, também distribuiram retratos de Garibaldi mas, nestes, estava escrita uma frase que convidava a voltar o retrato de pernas para o ar e uma vez realizada a operação aparecia o retrato de Estaline… ficando, portanto, desvendada a fraude comunista.”

Século Ilustrado, No. 538, April 24 1948 - 12

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Realiza-se a primeira reunião de artistas, ouvintes, locutores e produtores de rádio no refeitório da Casa do Pessoal da Emissora Nacional, com um chá e distribuição de prémios à melhor caricatura de uma personalidade da rádio.

Nas imagens: Maria de Lourdes, que apresentou uma canção-caricatura: Hugo Vieira, presidente da Casa do Pessoal, que entregou o 1º prémio de mil escudos a Maria Almira Medina; Pedro Moutinho diverte Igrejas Caeiro; a vencedora Maria Almira, e José Pargana, segundo classificado; e Maria Almira canta “Hás-de ter férias”, acompanhada ao piano por António Melo.

Século Ilustrado, No. 538, April 24 1948 - 12a

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Século Ilustrado, No. 538, April 24 1948 - 13

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Realiza-se o II Congresso da Federação Portuguesa de Campismo no Ateneu, seguido do I Acampamento Nacional Campista, no Parque Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha..

Nas imagens: um passeio no Tejo, caminhantes, uma torre de vigia instalada pelos campistas ingleses no “zamboree” internacional, e uma refeição à beira Tejo.

“O acampamento, que deve reunir para cima de mil campistas, com deputações francesas, será montado com todos os requisitos necessários, como instalações para jornalistas e serviço de correio. Pela primeira vez será também construído um grande anfiteatro, onde, de noite, e à luz de uma fogueira gigante, diversos grupos se exibirão em danças e canções regionais, numa apoteose de vidas ardentes que confiam no presente e no futuro.”