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Tag Archives: Menina e Moça

Menina e Moça, Nº 237, Junho 1968, Nº 125, Novembro 1969 e Nº 152, Setembro 1960, Namoro

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“No ano de 1958, a M&M multiplicou os conselhos sobre flirt e namoro, bem como os alertas às jovens para que não vissem um pretendente em cada rapaz e tivessem consciência de que muitos queriam ‘namorar por vezes e não casar’. Alertava-se as raparigas a não serem levianas, frívolas e ‘provocadoras’, pois assim eram responsáveis pelos atrevimentos dos rapazes.”

Menina e Moça, Nº 154, Abril 1961, Camaradagem com Rapazes

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“Ao longo dos anos, foi também transmitida nas páginas da M&M uma imagem da ‘mulher ideal, segundo eles’. Descrita, em 1948, como se fosse um jovem a falar, a rapariga ideal deveria ser ‘boa dona de casa’, ‘compreensiva dos gostos e necessidades alheias, ‘afectuosa para a família do marido’, ‘ pontual’, ‘discreta’, ‘económica’, ‘sincera, dócil, séria, confiante, pouco tagarela’, e não ‘usar baton’. Outros artigos enumeravam os defeitos de ‘que eles não gosta(va)m’ (1954) e ‘as qualidades que eles mais aprecia(va)m’ nas raparigas (1961).”

Menina e Moça, Nº 128, Maio 1958, Rainha D. Leonor

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“Para além de D. Leonor e de D. Filipa de Lencastre, também a beata D. Teresa foi elogiada nas páginas do Boletim da MPF por ter optado pela via religiosa, renunciando ao casamento e à maternidade.

O padre Gustavo de Almeida, ideólogo da MPF chegou a apelar ao celibato das jovens por forma a melhor se dedicarem ao apostolado social e religioso. As dirigentes da MPF eram habitualmente mulheres solteiras, com curso universitário, em oposição àquilo que elas próprias propunham para as suas raparigas.”

Boletim da M. P. F., Nº 2, Janeiro 1941, Menina e Moça, Nº 35, Março 1950, Curso de Donas de Casa

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Do livro Mocidade Portugueza Feminina por Irene Flunser Pimentel, publicado por A Esfera dos Livros, 2007.

“A MPF começou por introduzir, nas suas actividades, economia doméstica, começando a formar as primeiras instrutoras respectivas, em 1944. Depois o seu plano de actividades de 1947 incluiu, não só a economia doméstica, como a culinária e a puericultura, integradas nos chamados ‘lavores femininos’, que continuaram a ser obrigatórios no ensino primário e no 1º ciclo do liceu até 1966.”

Menina e Moça, Nº 9, Janeiro 1948, A Mulher Ideal

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Do livro Mocidade Feminina Portuguesa, de Irene Flunser Pimentel, da editora A Esfera dos Livros, 2007.

“O lar era a fortaleza da mulher, era nele que ela podia exercer a sua chefia, dar largas às suas ‘virtudes femininas’. Por isso, o Boletim da MPF começou desde logo a publicar uma rubrica, aliás tradicional em todas as revistas femininas, intitulada ‘Lar’, que transmitia, não só os aspectos práticos da pretensa ‘missão feminina’ – arrumar a casa, passar a ferro, cozinhar – como a ideia de que a função futura das suas leitoras era o casamento e a maternidade.”

Mocidade Portuguesa Feminina, Nº 139, Junho 1958 - capa

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“A ideologia passou a ser introduzida, na M&M, de forma mais subtil do que no Boletim da MPF, em rubricas onde se notava um esforço para acompanhar os novos tempos: ‘História da Música’; ‘Desporto’; ‘Modas’; ‘Cinema’ e ‘Leituras’. Às colaboradoras, que já vinham do Boletim, juntaram-se Margarida Craveiro Lopes dos Reis, Maria da Conceição Costa Lobo, Maria Franco, Leonor Belo e, sobretudo Maria Mercier, também ilustradora, que se ocupava da transmissão de valores e comportamentos. Ester de Lemos dirigiu as páginas literárias e escreveu contos, enquanto Ester Gaspar Soeira e Sá se dedicou à ‘História das Mulheres’.”

Mocidade Portuguesa Feminina, Nº 18, Outubro 1940 - capa

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“Maria Joana Mendes Leal, editora do Boletim da MPF. Uma revista cultural e educativa, que pretendia ser formadora da mentalidade e da consciência da rapariga portuguesa. No 25º aniversário da publicação do MPF, entretanto com o seu novo nome de Menina e Moça, o comisaariado nacional prestou homenagem à sua directora que, ‘com o seu talento literário e o seu gosto artístico, aliados à mais carinhosa e desvelada atenção pelos problemas da rapariga portuguesa tem sido verdadeiramente a alma que insufla uma vida sempre renovada às páginas da revista.”

Mocidade Portuguesa Feminina, Nº 8, Dezembro 1939, Menina e Moça, Nº 41, Outubro 1950

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“O Boletim da MPF começou por integrar a ‘Página das Lusitas’, para as filiadas mais novas, editada entre 1943 e 1957 sob a direcção de Maria Teresa Andrade Santos.

Em Dezembro de 1939, Maria Paula de Azevedo perguntava: ‘Queridas Lusitas, sabeis como é grande a responsabilidade dos vossos nomes?’ E respondia: ‘Sois cristãs, isto é filhas de Cristo; Sois LUSITAS, isto é Filhas de Portugal. É pois, essencial para a vossa dignidade, que vos lembrais sempre dêstes dois grandes títulos de verdadeira e alta nobreza!'”

Menina e Moça, Nº 6, Outubro 1947, e Nº 31, Novembro 1949 - capas

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“De grande divulgação, tinha a pretensão de chegar já não só às filiadas da MPF, mas ‘a todas as raparigas de Portugal’. Tinha por isso um aspecto gráfico mais arejado, da autoria de Maria Margarida Ottolini, que também era a ilustradora da Fagulha, juntamente com José Manuel Soares. Enquanto o Boletim da MPF actuara durante o período inicial de estruturação da organização quando esta se preocupou em formar primeiro uma futura elite dirigente, com a qual, depois, iria então atingir a ‘massa’ das jovens, a M&M deixou de facto transparecer, nos anos 50, um abandono do elitismo inicial e um maior acompanhamento da mobilidade social que se fizeram então sentir na sociedade portuguesa.”

Menina e Moça, Nº 182, Maio 1963, Caminhos do Futuro

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Do livro Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser Pimentel, editora A Esfera dos Livros, 2007.

“Mas os protestos de algumas famílias contra a MPF não provinham só daquelas que se opunham ao regime, como o demonstra uma carta de um pai de uma aluna do Liceu francês Charles Lepierre ao seu amigo Francisco Leite Pinto, ministro da Educação Nacional a denunciar, em 1957, uma instrutora de formação nacionalista, por aterrorizar as crianças com frases como ‘as meninas devem gostar de morrer’ e ‘ter sempre o caixão preparado’.”