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Tag Archives: Stuart de Carvalhais

Ilustração Portugueza, nº472, 1915 - 8

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Foto-reportagem Benoliel.

“Como o governo impedisse pela força armada a reunião do parlamento no seu palácio, marcada para o dia 4, alegando que as suas funções haviam caducado, o congresso reuniu, no mesmo dia, em maioria no Paço da Mitra a Santo Antão do Tojal, convertido em escola primaria, resolvendo negar validade a todos os atos ditatoriaes do governo.”

Ilustração Portugueza, nº472, 1915 - 9

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“Prece de Mãe”, poema de guerra dedicado às mães portuguesas, por Alfredo Portugal, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

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Ilustração Portugueza, No. 470, February 22 1915 - 5

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“Ferido no Peito”, conto de Jorge de Abreu, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Clarita, de pé, vestida requintadamente como para uma cerimonia, estendia sobre a meza uma toalha alvissima. Guy nem se demorou a fizar-lhe os vincos do rosto e n’eles descobrir o efeito da surpreza. Tomou-lhe delicadamente a cabeça, imprimiu um beijo na fronte e a sorrir, inebriado e feliz, perguntou, carinhoso, se ela adivinhára, em pancadinhas do coração, o seu regresso da frente da batalha.”

Ilustração Portugueza, No. 470, February 22 1915 - 6

Carregar na imagem para ver em tamanho 1542 x 2300.

Foto-reportagem Benoliel – um concurso infantil de trajos de Carnaval, com direito a prémios, no Éden-Teatro.

Ilustração Portugueza, No. 470, February 22 1915 - 6a

Ilustração Portugueza, No. 470, February 22 1915 - 3

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“Ferido no Peito”, conto de Jorge de Abreu, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Quantas vezes – vezes sem conta! – cego do fumo espesso dos combates, aturdido pelo fragor da metralha e cambaleante de fadiga e privações, o tenente Guy não fôra buscar à recordação preciosa da bem amada – que, longe, muito longe, certamente, lhe espiava todos os movimentos – a energia necessaria para vencer o desanimo e manter, até final da refrega, uma coragem pundoronosa e comunicativa!”

Ilustração Portugueza, No. 470, February 22 1915 - 4

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“Ferido no Peito”, conto de Jorge de Abreu, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

Ilustração Portugueza, No. 468, February 8 1915 - 8

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A revista recebe uma carta de agradecimento do clínico Melo Breyner.

Nas imagens, uma reprodução da carta e a da capa nº 458, com a princesa italiana Yolanda de Saboya.

“Sua Majestade a Rainha Margarida de Itália a Quem tive a honra de mandar alguns exemplares da ‘Ilustração Portuguesa’ tendo no frontispício o retrato da Princeza Yolanda de Saboya encarrega-me de agradecer ao semanário português a gentil homenagem prestada à sua Augusta Neta.”

Ilustração Portugueza, No. 468, February 8 1915 - 8a

Carregar na imagem para ver em tamanho 622 x 1008.

Foto Benoliel dos membros do novo ministério, à saída do Palácio de Belém: o coronel de artilharia Goulart de Medeiros (ministro da Instrução); o vice-almirante Xavier de Brito (ministro da Marinha); o coronel de engenharia Gomes Teixeira (ministro do Interior); o coronel de engenharia Teófilo Trindade (ministro das Colónias); o general Pimenta de Castro (presidente, ministro da Guerra e interino dos Estrangeiros) Guilherme Moreira (ministro da Justiça); e o capitão de engenharia Herculano Galhardo (ministro das Finanças).

Ilustração Portugueza, No. 468, February 8 1915 - 9

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“Cantiga do Soldado”, poema de A. F. de Barros, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

Ilustração Portugueza, No. 466, January 25 1915 - 4

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“Alma Varonil”, conto de Hilda Nield, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Os dois homens sentaram a creança entre si; um tomou o governo do carro e o outro, vigiando Godofredo, avisou-o do que lhe sucederia se tentasse atrair a atenção de alguem, o que aliás seria quasi impossivel com a velocidade que o carro adquirira. Além de que, Godofredo sentia que era preciso estar com os seus detentores porque emquanto ali estivesse sabia que os documentos estavam em segurança, e não faria qualquer tentativa para fugir.”

Ilustração Portugueza, No. 466, January 25 1915 - 5

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“Um pensamento instantaneo atravessou o espirito de Godofredo Heriot. Lembrou-se de que aprendera brincando e fixára melhor que qualquer outra coisa o alfabeto de Morse. Se… (…)

Com mão tremula mas vigorosa retiniu:

‘Salve-me. Sou filho do general Heriot. Estes homens roubaram os seus papeis. Ignoro para onde me levam. Se…’

Não poude acabar. (…) um d’eles arrancou a colher da mão de Godofredo, exclamando furioso:

– Estás a fazer sinais! Muito bem, meu rapaz…”

Ilustração Portugueza, No. 466, January 25 1915 - 2

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A crónica de Júlio Dantas, ilustrada por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.

Portugal recebe a primeira lista de soldados caídos na guerra em África; em Itália, um terremoto causa trinta mil mortos; a polícia prende duas gatunas que assaltavam turistas estrangeiros; e, nas novidades literárias, a reedição de obras de Camilo Castelo Branco, da Colecção Lusitana, da Lelo e Irmão.

Parte do Concurso das Figuras Nacionais, a silhueta de João de Castilho.

Ilustração Portugueza, No. 466, January 25 1915 - 2a

Ilustração Portugueza, No. 466, January 25 1915 - 3

Carregar na imagem para ver em tamanho 1248 x 1870.

“Alma Varonil”, conto de Hilda Nield, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“O rapazinho nada respondera mas adivinhara que no gabinete de seu pae devia haver papeis importantes. (…)

E agora, alguem tinha entrado no gabinete de seu pae, onde havia luz ás trez horas da madrugada. Quem poderia ter entrado ali?”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 28

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“O Reservista Belga”, poema de guerra por João de Saldanha Oliveira e Sousa, do livro “Vibrações”, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 29

Carregar na imagem para ver em tamanho 875 x 1329.

Artigo por José Simões Coelho, sobre o Instituto Agronómico de Campinas, no Estado de S. Paulo, Brasil.

Na foto, o parque do instituto.

“O viajante observador que percorra o Estado de S. Paulo, a primeira impressão que recebe é produzida pela sua maravilhosa riqueza natural. Resulta o plantio de café e de cana, mas se se der ao trabalho de melhor analisar verá que a fertilissima terra paulista, por sua configuração geologica e topografica, se presta admiravelmente para a chamada cultura intensiva.”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 4

Carregar na imagem para ver em tamanho 1058 x 1600.

O conto “O Beijo da Morta”, por Eurico de Seabra, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Dias volvidos, Afonso adoecia tambem, acamava. Guiomar, intranquila, peorou, recolheu ao leito. Estava cheia de preocupações e de desalentos. Não tinha ninguem que por ela velasse, e por caridade de visinhos, foi removida para o hospital.”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 5

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O conto “O Beijo da Morta”, por Eurico de Seabra, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Afonso ergeu-se e fitou Guiomar como numa invocação suprema, os braços estendidos, n’uma exoração de préce. E lento e lento, o torço do cadaver pareceu alçar-se tambem, como se um suporte invisivel o erguesse. Ele viu, nitidamente viu, que os olhos da morta se descerravam e se iluminavam. Guiomar aconchegou dos seios as mãos alvas como espumas, sentou-se e quedou-se imovel.”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 -2

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A crónica de Júlio Dantas, ilustrada por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.

Punham-se muitas esperanças em que o Papa conseguisse pôr fim à guerra; três enfermeiras são expulsas de campos de concentração de prisioneiros em França, por se terem apaixonado por feridos alemães. O comando da polícia expede uma ordem de serviço que proíbe o assédio sexual na rua. Nas novidades literárias, as poesias de Alfredo Pimenta.

Inserido nas páginas da revista, parte da série Concurso das Figuras Nacionais, a silhueta de Pêro de Alenquer.

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 -1a

“O Vaticano tem tido, nos ultimos dias, sucessos sobre sucessos. Tudo indica que a politica habil do antigo secretario de Rampolla – o pequenino cardeal De La Chiesa, sobre cuja cabeça já parece enorme a tiara de Urbano IV – reservará á curia romana um decisivo papel na solução do conflito europeu.”

Ilustração Portugueza, No. 465, January 18 1915 - 3

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O conto “O Beijo da Morta”, por Eurico de Seabra, ilustrado por Stuart de Carvalhais.

“Ele amará-a loucamente, alucinadamente. Amára-a com um d’estes amores sinceros e fortes, que são da vida o primeiro despertar d’uma alma, o alvorecer d’um dia imenso, sem noite e sem ámanhã.”