Archive

Notícia Moçambique

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 10

Carregar na imagem para ver em tamanho 1563 x 1086.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

Publicidade às baterias Tudor.

“Posteriormente ao esquema de aldeamentos e visando sempre a promoção sócio-económica das populações rurais, lançamos uma nova forma de actuação pela constituição dos chamados ‘polos de atracção’, localizados estrategicamente em bases de maior ocupação humana. Estes ‘polos de atracção’, constituídos fundamentalmente por uma escola, posto de socorros e abastecimento de água, destinam-se a apoiar uma determinada população que habita uma determinada área, mas dentro da sua forma tradicional de vida, ou seja, dispersamente.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 11

Carregar na imagem para ver em tamanho 1572 x 1071.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

“Verifica-se, portanto, de um lado o acelerar do programa, pelos motivos conhecidos da subversão; do outro, o comprovar do acerto da política de povoamento evidenciado claramente pela senha terrorista contra as populações aldeadas, circunstancia que representa uma sobrecarga de esforço, uma vez que para além dos factores de promoção sócio-económica das populações se tem de contar, também, com a auto-defesa.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 8

Carregar na imagem para ver em tamanho 1584 x 1077.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

Publicidade às canetas BIC.

“A crise do petróleo provocou a subida de cotações de quase todas as restantes matérias primas. O sisal foi uma das altamente valorizadas, se bem que seja de aconselhar certa moderação no capítulo de produtividade. A industrialização atravessa momento alto. Em Nacala, a Cicomo absorve 50% da produção agrícola da Província, transformando-a em produtos de exportação.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 9

Carregar na imagem para ver em tamanho 1572 x 1080.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

“Em Moçambique, como aliás na maior parte do continente africano, as populações rurais, de acordo com costumes e hábitos ancestrais, vivem de uma forma um tanto dispersa, a que não é estranha, em muitos casos, uma adaptação ao meio ambiente, especialmente no que se refere à existência de terra arável e água potável em quantidades suficientes.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 6

Carregar na imagem para ver em tamanho 1569 x 1083.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

“Para se ter ideia do que poderá produzir-se num futuro breve convirá saber que Moçambique é o maior produtor mundial de caju, 200 mil toneladas na última campanha e estima uma produção na ordem das 300 mil a partir de 1978. As exportações em 1972 renderam mais de quatro milhões de contos, tendo o caju contribuido à sua parte com um milhão e duzentos mil contos.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 7

Carregar na imagem para ver em tamanho 1566 x 1080.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

“Excelentes (perspectivas) são também as que se deparam à actividade açucareira, cuja produção vem conhecendo nos últimos anos um aumento explisov, que lhe permite, não obstante o consumo interno ter subido imenso, destinar importante parte para a exportação.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 4

Carregar na imagem para ver em tamanho 1497 x 1002.

Artigo do Eng. Pimentel dos Santos sobre o futuro de Moçambique.

Nas imagens: pequenas aldeias agrícolas em Limpopo, e a Escola Prática Agrícola.

“Um investimento de um milhão e quinhentos mil contos deu corpo a um plano de 1925, considerado utópico em 1928, que visava a instalação de três mil famílias, a cada uma das quais se entregou uma casa de habitação, estábulos para gado, galinheiro, anexos para arrecadação de alfais e ferramentas, quatro hectares de terreno ( mais um hectare por cada filho além de dois); ainda uma gleba irrigada de meio hectare incorporada no lameiro comunitário, na parcela do luzernal, de exploração colectiva feita pela associação de regantes, mais 1,5 hectares, servidos por canais e bebedouros.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 5

Carregar na imagem para ver em tamanho 1570 x 1080.

Artigo sobre o futuro de Moçambique.

“A realização do projecto de povoamento do Vale do Limpopo permitiu que se acreditasse na capacidade empreendedora dos moçambicanos, ainda que a relativa proximidade de Lourenço Marques lhe atenuasse um pouco o fulgor. No sector de comunicações pouco se adiantara, o que tornava prematuro acreditar no Plano de Desenvolvimento do Zambeze, ambicioso projecto de que faz parte a barragem de Cabora Bassa. Contudo, em 1957, criava-se o Gabinete do Plano de Zambeze e era dada ordem de marcha.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 2

Carregar na imagem para ver em tamanho 1536 x 1080.

Artigo do Eng. Pimentel dos Santos sobre o futuro de Moçambique.

“Praticamente a economia moçambicana assentava em serviços prestados a países vizinhos. Os seus portos e caminhos de ferro são disso testemunho. Aliás a própria configuração do território foi propícia. Mais comprido do que largo, barrando o acesso ao mar a cinco países africanos seria de esperar que a relativa pequena largura fosse aproveitada do modo aparentemente mais fácil. Foi o que aconteceu. Criaram-se vias transversais, muito facilitadas pelas condições verdadeiramente excepcionais, sem obstáculos geográficos a vencer.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 3

Carregar na imagem para ver em tamanho 1515 x 1002.

Artigo do Eng. Pimentel dos Santos sobre o futuro de Moçambique.

Nas imagens: plantações de chá em redor da Vila Junqueiro, e a pecuária.

“‘A obra de povoamento que se pretende realizar, enraízada no regadio, é para brancos e para pretos e situa-se no caminho seguido por Portugal desde sempre na sua acção civilizadora. Nela há lugar para todos. É uma obra em que a vida em conjunto de brancos e pretos será fraternalmente ligada pelo anseio do engrandecimento espiritual e material da Nação.”

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - capa

Carregar na imagem para ver em tamanho 1000 x 1359.

Notícia Moçambique Especial, Março 1974 - 1

Carregar na imagem para ver em tamanho 1575 x 1076.

Publicidade às tintas Pintex, das Fábricas de Tintas do Ultramar, e à companhia aérea portuguesa TAP.

O editorial.

“Algumas dificuldades actuais do nosso Estado do Índico levaram certos espíritos a crer que a desesperança é não só possível como justificável. Só por desconhecimento da pujança daquele território, das potencialidades que encerra, do futuro que irreversivelmente lhe está reservado, se poderá pensar assim.”